quinta-feira, 7 de março de 2013

Já me sobra tempo para comemorar a soltura dos meus versos. Já me é privilégio girar, sem ideias na cabeça, criando algo que construa melodicamente os contornos dos meus lábios, ons tons do meu timbre, os timbres do meu instrumento. Era hora do meu homem me ter de todo. Deleito-me nos braços do homem meu, e durmo. 
Saio com borboletas na cachola e rio, só. Passarinho entre os cantos onde pouso! Ando longe demais deste chão. Tinta nos lábios, vestido solto, alguma vodka pra adoçar amargosamente a vida, um cigarro e um café quente. Em dias chuvosos como este que me habita. Livros de ficção científica não são bem vindos. Já os de ficção amorosa, adoto. 
Largos beiços me atraem! Beijo-os, maciosa e lentamente, até cairmos em tentação de sermos de nós, novamente, em cada encontro das almas, dos corpos e dos gostos. 
Suores, calores, tremores, arrepios... nós! 
Tememos o que poderá nos cair. Mas, o que podem contra o amor?  Medo algum! Vontade de sobra. Ser sua hoje, ser sua amanhã, ser sua de lá em diante. 

sábado, 5 de janeiro de 2013

Salvem-se quem puder!
O amor está aplacando os quatro cantos do mundo.
Se quiserem um conselho amigo: Joguem-se quem puder!
O amor está aplacanndo os quatro cantos do mundo.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Eu vou sambar com delicadeza
Eu vou virar a mesa do samba
Se samba de mesa encanta
A roda de samba adora

Eu vou sambar com o gringo da esquerda
Eu vou gingar no Brasil à rodar
Se sambar faz a alma alegre
A roda não pode acabar.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Eu precisei contar histórias de todas as formas, e cantando cada trecho e num tom sempre bonito. Na verdade eu queria que você, exatamente você, enxergasse e se encorajasse. Mas não! 
Numa consequência absurda dos nossos medos, temos poucos e vagos tempos. Horas tão curtas, mas tão curtidas. Tempos sorrisos tão largos e um diálogo todo peculiar. Temos grilos, grilices, grilóides... Temos nós em raros momentos, antes de ficarmos, mais uma vez, sós. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

E você está aqui no peito meu. Encostado na recosta da curva mais precisa do meu canto. Você está, hoje, tão em mim que nem sei. Estou tão em ti, agora, que esses minutinhos estando distantes ficarão ruins. Me fizeste tão feliz, tão viva, tão rainha e senhora que sentir que perder o posto colossal pode acontecer, dói. Ser a tua diva, tua deusa, tua inspiração, tua menina... Foi meu trunfo. É meu triunfo.

sábado, 6 de outubro de 2012


Num susto, 5 minutos dados, texto escolhido.

Que bons ventos o traz?

Indagar o tema agora é preciso. Não que me tome por uma curiosidade momentânea ou até mesmo constante. Tal qual não seria se o interesse fosse realmente saber — que bons ventos o traz —.

Dizia Aurora rodeada de arvoredos sinistros:
— O que esperar então de uma narrativa sugesta, significativa e fatal? Diria em torno do resumo que te pergunto retoricamente à tudo. Priorizo minunciosamente tuas respostas. São, de todo, resumo total do meu estado sentimental de ser, ter, poder e até de não ser.
Te questiono para obter de ti o mais preciso ópio da questão. O impaciente "Estás entendendo?" o medroso "Você entendeu?" o querido "queira entender-me!" o singelo "deixa pra lá."
São tantos questionamentos que tenho, e tento, no mínimo, extrair, quiçá, um simples "Você que sabe." Mas não é suficiente porque o porquê é sempre crucial.
Em rodeios diversos, expresso, tentando piamente, uma exprimida no contexto da questão. Seria, se não arrodeasse tanto, o avesso da aversão. O querer! Perguntar se vens só para ouvir de ti, talvez, que seja por mim.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Vista minha vida; Case-se com meu cotidiano; Encare os meus dias com a mesma coragem e esperança que ainda ouso.
Releia meus capítulos, recorte minhas letras e use-as nos ventos que sopram e balançam e derrubam.
Reate os pontos, e dê uma volta no meu quarteirão.
Jamais vou saber dos outros tanto quanto sei de mim, e ainda assim, sei tão pouco.