quinta-feira, 7 de março de 2013

Já me sobra tempo para comemorar a soltura dos meus versos. Já me é privilégio girar, sem ideias na cabeça, criando algo que construa melodicamente os contornos dos meus lábios, ons tons do meu timbre, os timbres do meu instrumento. Era hora do meu homem me ter de todo. Deleito-me nos braços do homem meu, e durmo. 
Saio com borboletas na cachola e rio, só. Passarinho entre os cantos onde pouso! Ando longe demais deste chão. Tinta nos lábios, vestido solto, alguma vodka pra adoçar amargosamente a vida, um cigarro e um café quente. Em dias chuvosos como este que me habita. Livros de ficção científica não são bem vindos. Já os de ficção amorosa, adoto. 
Largos beiços me atraem! Beijo-os, maciosa e lentamente, até cairmos em tentação de sermos de nós, novamente, em cada encontro das almas, dos corpos e dos gostos. 
Suores, calores, tremores, arrepios... nós! 
Tememos o que poderá nos cair. Mas, o que podem contra o amor?  Medo algum! Vontade de sobra. Ser sua hoje, ser sua amanhã, ser sua de lá em diante. 

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