sábado, 6 de outubro de 2012


Num susto, 5 minutos dados, texto escolhido.

Que bons ventos o traz?

Indagar o tema agora é preciso. Não que me tome por uma curiosidade momentânea ou até mesmo constante. Tal qual não seria se o interesse fosse realmente saber — que bons ventos o traz —.

Dizia Aurora rodeada de arvoredos sinistros:
— O que esperar então de uma narrativa sugesta, significativa e fatal? Diria em torno do resumo que te pergunto retoricamente à tudo. Priorizo minunciosamente tuas respostas. São, de todo, resumo total do meu estado sentimental de ser, ter, poder e até de não ser.
Te questiono para obter de ti o mais preciso ópio da questão. O impaciente "Estás entendendo?" o medroso "Você entendeu?" o querido "queira entender-me!" o singelo "deixa pra lá."
São tantos questionamentos que tenho, e tento, no mínimo, extrair, quiçá, um simples "Você que sabe." Mas não é suficiente porque o porquê é sempre crucial.
Em rodeios diversos, expresso, tentando piamente, uma exprimida no contexto da questão. Seria, se não arrodeasse tanto, o avesso da aversão. O querer! Perguntar se vens só para ouvir de ti, talvez, que seja por mim.

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