Da janela do ônibus consigo enxergar muitas situações, mutuas, e tende a acontecer sempre a mesmas coisas. Pessoas falando alto, crianças atravessando fora da faixa, velhos também. Instantaneamente a mãe grita: "Menino, espere! Você é maluco?" — Os filhos dos mais velhinhos apressados berram do outro lado: "Nunca mais quero andar com você! Nem me chame da próxima vez. Quer morrer?"
Da janela de casa não paro pra observar nada! Nenhum movimento prende minha atenção. Mas as demais janelas me convidam à uma experiência diversificada em cada espiadinha.
Gosto de olhar as janelas das casas, e das janelas das casas — A não ser a minha — gosto de olhar as janelas dos carros, as janelas dos prédios... Outros ares, outras dimensões, outros mundos, outras formas de viver.
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